8.23.2008


Li Bai 
李白

ciúmes

bela assim  envolta em colares de contas,
silente  senta-se.    sombrio o semblante,
se vê suas lágrimas: pérolas em seu colo,
mas não  o amado  que adorna fundo seu
coração.

(versão livre, do chinês)


怨情
美人捲珠簾 
深坐蹙蛾眉
但見淚痕濕
 不知心恨誰


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8.20.2008

Lamento do Guardião da Fronteira



(traduzido do ingles)



Pela Porta Norte o vento sopra cheio de areia,
Só, do princípio até agora!
Folhas caem e a grama amarela com o outono.
Subo torres e torres
a avistar terras bárbaras:
Castelo desolado, o céu, o amplo deserto.
Não restou muro à esta vila.
Ossos alvos com as mil friagens,
Montes e montes, cobertos com mata e mato;
Quem trouxe o flamejante furor imperial?
Quem trouxe a armada com tambores e tamborins?
Reis bárbaros.
Uma primavera graciosa, tornada outono de ravinas cruentas,
um redemunho de homens-em-guerra, espalhados em meio reino,
Sessenta mil e trezentos,
E lamento. Lamento tal chuva.
Lamento por ir, e lamento, lamento por vir,
Desolados, campos desolados,
e criança alguma em labor de guerra,
e nem mais homens para ofensa e defesa.
Ah, como deves saber o ignóbil lamento à Porta Norte,
com o nome de Rihoku esquecido,
e nós, guardiões, repasto aos tigres?

eiichi

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Le Chagrin du guet

A la porte du Nord souffle un autan de sable
Solitaire en ce jour, et dès le commencement des temps.
Les troncs croulent, l'herbe jaunit au gré d'automne.
Par les tours je me répands
Guettant dans les landes étrangères:
Le logis fendu, les lointains, l'Azur !
Plus aucun mur à ce village.
Blanchis de mille gelées, des os
En haut tas, cernés de friche.
Qui fit voler ici le trépas ?
Qui la fureur, impérieuse et flambante ?
Qui l'armée, ses tambours et claquettes ?
Les rois étrangers.
Le printemps gracieux a tourné vendémiaire
La soldatesque, vomie dedans l'empire, éparse.
Trois cent et soixante milliers.
Et la peine, la peine comme en pluie.
Peine, à peine affranchie, peine qui s'en retourne.
Désolation, champ de désolation.
Nul sabre qui se dresse en lice déshérente,
De l'assaut ou de la défense, qui l'emporte
En silence misérable ?
Ah, comment saurez-vous la triste peine par la porte du Nord
Avec le nom de Riboku oublié,
Les guets, dont vont paissant les tigres?

Edouard G.-J.

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Lament of the Frontier Guard



Ezra Pound



By the North Gate, the wind blows full of sand,
Lonely from the beginning of time until now!
Trees fall, the grass goes yellow with autumn.
I climb the towers and towers
to watch out the barbarous land:
Desolate castle, the sky, the wide desert.
There is no wall left to this village.
Bones white with a thousand frosts,
High heaps, covered with trees and grass;
Who brought this to pass?
Who has brought the flaming imperial anger?
Who has brought the army with drums and with kettle-drums?
Barbarous kings.
A gracious spring, turned to blood-ravenous autumn,
A turmoil of wars-men, spread over the middle kingdom,
Three hundred and sixty thousand,
And s
orrow, sorrow like rain.
Sorrow to go, and sorrow, sorrow returning,

Desolate, desolate fields,
And no children of warfare upon them,
No longer the men for offence and defence.
Ah, how shall you know the dreary sorrow at the North Gate,

With Rihoku's name forgotten,
And we guardsmen fed to the tigers.

By Rihaku. [Li Po; Li Bai]



Notes
Traduzido por EP a partir de notas de Fenellosa (*). Os nomes chineses referido em  Cathay (1915) de EP, são de leitura japonesa. Este poema é atribuido por Pound/Fenellosa a Rihaku ou Li Po ou Li Bai (701-72), no entanto, permanece inédita ao inglês outra tradução do mesmo poema [Kai-chee Wong, Pung Ho, and Shu-leung Dang, A Research Guide to English Translation of Chinese Verse (Chinese University Press, 1977)].
Rihoku (leitura japonesa, morto em 223) lutou contra os Tártaros.

(*) diplomata e estudioso de artes que morou no Japão durante a restauração Meiji e que, após sua morte, deixou notas e transcrições de poesia chinesa e algumas peças do teatro Noh japonês que a sua esposa enviou a Pound para organização e publicação.



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8.18.2008


李白

月下獨酌
(pinyin: Yuè Xià Dú Zhuó)

花間一壺酒
獨酌無相親
舉杯邀明月
對影成三人
月既不解飲
影徒隨我身
暫伴月將影
行樂須及春
我歌月徘徊
我舞影零亂
醒時同交歡
醉後各分散
永結無情遊
相期邈雲漢

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"bebo baixo à lua", por Li Bai

emoldurado em flores, uma taça de vinho!
bebo só, sem amigo que me olhe.
ergo a taça e brindo a lua. tu, clari-lua!
faz de mim sombra de três homens.

lua, que há muito não desvendas o beber, e
tu, sombra volúvel, que flertas em mim?
- pois, que a lua por consorte e a sombra por serva -
sejamos alegres antes que venha a primavera!

por meu canto, a lua em volteios,
por minha dança, a sombra em arruaças;
enquanto sóbrios, juntemos alegrias!
e depois de ébrios, cada qual que siga só.
que eterno seja assim, que eterna a alegria,
até que um dia, os três, no reino de névoas do céu!
(tradução direta do chines)

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tr Ezra Pound, 1915


Amongst the flowers is a pot of wine


Amongst the flowers is a pot of wine
I pour alone but with no friend at hand
So I lift the cup to invite the shining moon,
Along with my shadow we become party of three

The moon although understands none of drinking, and
The shadow just follows my body vainly
Still I make the moon and the shadow my company
To enjoy the springtime before too late

The moon lingers while I am singing
The shadow scatters while I am dancing
We cheer in delight when being awake
We separate apart after getting drunk

Forever will we keep this unfettered friendship
Till we meet again far in the Milky Way


vide outras 31 versões para o mesmo poema, em ingles.

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