8.11.2008


(transliteração livre de Liu Changquing)

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não é a ti, mas interminável neblina que vejo:
aceno-te. na mão, o lenço orvalhado de lágrima.
ave revoa. para onde partes?
montes em azul de distante céu, e 
eu, só.
longo rio, longe vai teu navegar.
pôr-do-sol, floresces os cinco lagos com luz:
quem vê sobre o baixio, 
em saudades, um solitário e o junco branquejado? (1)
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(transliteração de Du Fu)

Visão da Primavera 

o país é pó. mas montes e rios permanecem.
na primavera, a cidade será de ervas e árvores, repasto.
ante tempos tão duros, flores trazem-me lágrimas.
partido em mágoa, meu peito é um pássaro assustado.
o fogo nas torres já dura três luas.
uma carta de casa custa mil moedas!
branco é o cabelo que me cae num afago:
já não me servirão os adornos
 
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