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ela pensa no amado
vai chover.
fria
brisa treme as folhas do
pé de canela. espalha
begonias no chão. mil,
as pétalas que caem.
folhas rubras voam ao vento.
vento levanta vortex de pó.
o mundo treme. vento
entra pela janela, esfria minha pele
e defaz meus cabelos - só,
sonho no amado
nas margens do céu, longe,
além das torres, serras.
vejo aves voltarem no
céu a constelar -
pudessem levar uma carta. mas
é longe, nunca
chegariam. rios chegam
ao mar. nada faz o rio voltar
à fonte. lustre e odor doce -
magnólias perdem pétalas
de dia e de noite,
guardo pena e papel
no silêncio e solidão.
apenas o som no peito
escuto e me assusto.
a lua rompe as nuvens. tento
escrever um outro poema na
noite interminável.
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