6.30.2008


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da ave sem asa

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quero uma banda de asa apenas
que acene de um galho que não se veja,
que lance aroma e vento sombril, que
não finja ser folha a fender luz em verde,
que me traga o som passado de praia,
cigarra e sapo que desenham ao pé do ocaso
a porta para o partir do sol.

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