6.24.2008

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é puro nosso.

e as estrias de ruido de mar
e um parco aroma a maré
nos quer ferir.

algo de interminável
se insunua de lá fora e
se esconde,

depois, não pode servir
a nós nesta
noite.

logo não irá servir sequer o silêncio.


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vento noite

o negror se rompe e cresce

e então os passos que lanças na areia,

insones,

caminham, apagando-se.

é tarde para que chegues de volta. uma camisa

deixada para trás,

vermelho,

é o susto antes do sol que virá com a manhã -

o longuíssimo ocaso na tua partida sem palavras.




a montale

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e de montale:

longomar

a brisa cresce, o negror rompe e parte,
e a sombra que tu mandas sobr´a frágil
paliçada se encrespa. muito tarde

se vais ser tu mesma! da palma
cai o rato, a faísca sobr´o pavio
na longuissima linha do teu olhar.


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Lungomare

il soffio cresce, il buio è rotto a squarci,
e l´ombra che tu mandi sulla fragile
palizzata s´arriccia, troppo tardi

se vuoi esser te stessa! dalla palma
tonfa il sorcio, il baleno è sulla miccia,
sui lunghissimi cigli del suo sguardo.


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