ao fim de varios remos esquecidos
e mais um, de esquecimento, o fim:
do mangue, a margem: cruenta
de folhas e patas, repastos
de maré. ramos escoram
o fim do dia cedo. noite redura.
ii.
gesta o chão. dedos-lenho em
árvores e flores de garras
de caranguejos. remoendo
lama, água-viva de maré.
. . . . . . . . . . . . realejo
de tempo entre cinza e
o verde no imóvel vento.
iii.
chama sem luz. espelho
baço d'água em espera
de rumorejos. carcome
lama e olhos à espreita,
chão viva-água: estuário:
raso permanecer de coisas.
.
guamá
por dentro, o alento
de palavras
tal 'melgaço' 'alado' e nos barcos
que leva seu flanco de lama
leva no ventre
quietudes
de quintal sombreado e o
odor passado de fruta
caixa de guardar
o esquecido
sol à esquerda da tarde,
marés e tempestades
seus olhos se
apagam na
noite, toldando mais que
a calma e escuridão
enraizada margem.
imóvel
bronze líquido, frio,
enfurecido de tempo
espera incompreensível
do afogado,
dele emergir flor ou
peixe em prata
rio, só vivo e fala
se tocado
pelos dedos da chuva.


1 Comments:
poetas imagens de forma única.
コメントを投稿
<< Home