12.11.2006

retorno


.


do avião,
da liberdade das alturas imensas,
nunca havia visto um por-do-sol.
é como um olho que fecha.
ao final, quando só há as pálpebras da noite,
abrem-se feridas luminosas na terra.


.


(já estou em casa e desfaço-me da viagem)


aqui tenho uma fava: desfez-se:
rebentou sua simetria econômica.
as sementes,
uma-a-uma, com uma virulência monstruosa
começam a povoar de verdes minhas
visões rochosas
do sertão


.

1 Comments:

Blogger Nilson Barcelli said...

Parou de escrever?
A sua poesia é desconcertante, mas é muito boa.
Este poema é um bom exemplo dessa qualidade.
Um abraço.

15 12月, 2006 20:58  

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