carta
.
manhã,
silêncio de grande estúdio
- nuvens encobrindo o sol como a
uma porta fechada, onde se habitasse o
inimigo
dez horas - tua ausência amanhã e depois e sempre me pesa como a mudez do livro que me emprestaste, e sua geometria imóvel. do pássaro que habita a marquise da minha janela, sem penas, numa espera feroz por voar, por ir um dia num vôo incerto. da paisagem paciente, de pedra, que me fita erodida e vegetada do leste, moldurada de prédios, indiferente.
e fazes silêncio ao compreender
tudo isso,
como eu
.


0 Comments:
コメントを投稿
<< Home