11.19.2006

carta

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manhã,
silêncio de grande estúdio
- nuvens encobrindo o sol como a
uma porta fechada, onde se habitasse o
inimigo


dez horas - tua ausência amanhã e depois e sempre me pesa como a mudez do livro que me emprestaste, e sua geometria imóvel. do pássaro que habita a marquise da minha janela, sem penas, numa espera feroz por voar, por ir um dia num vôo incerto. da paisagem paciente, de pedra, que me fita erodida e vegetada do leste, moldurada de prédios, indiferente.

e fazes silêncio ao compreender
tudo isso,
como eu


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