sombra
,
num assomo de ladrão
que me vem pelas costas,
sem se ver,
só,
há minha sombra
minha sombra, que me leva
como ao contrabaixo,
fardo pesado
e recurvada,
se arrasta
por mim
tudo que agora diz
é de horas que me traz
como ao grande instrumento
que não afina, que não irá servir
para tocar até que nos vejamos de frente,
descoberto e afinado,
no dia em que nem eu nem ela vejamos
a tarde terminar nem a manhã se prometer
.
para guillaume,


1 Comments:
Gosto. Muito. Poema cheio de lirismo e para pensar.
Merci.
Beijos,
Silvia
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