10.31.2006



sei que me será
desconhecido o mundo.

este dia me virá como ao
filho feio que nos
toca ter,
ao lodo no piso
após as águas,
ao sol pontual
após sono inquieto
- consolo quase –
e virá saudar
como aos dias curtos
que se fazem ao inverno,
compulsório descanso
que se dá a natureza.

sei que me
tocará o dia
de respirar com a terra –
eu, seu filho feio –
confundindo-me ao lodo,
aquecido a contragosto
pelo sol pontual.

não saberei é dos dias curtos
nem verei a vésper
neste meu descanso compulsório
.

1 Comments:

Blogger dade amorim said...

grave meditação, esse poema, ascético como um monge em sua cela - ou em sua montanha de árvores frondosas. e lindo.

02 11月, 2006 17:30  

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