novembro
há verão
no instante em que
a ave que
se escuta
e o mar,
silencia
- branco de azulejo
úmido, num susto
um calango verde
a maciez amarela
de uma folha podre
no abafo de um jardim -
e do azul, o silêncio
há verão no gesto
largo da maré
trazendo cores
do por-do-sol
sem pálpebras, olho
somente o som
de um vôo
e a espera
- o verão
.


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