11.07.2006

novembro



há verão
no instante em que
a ave que
se escuta
e o mar,
silencia

- branco de azulejo
úmido, num susto
um calango verde
a maciez amarela
de uma folha podre
no abafo de um jardim -

e do azul, o silêncio

há verão no gesto
largo da maré
trazendo cores
do por-do-sol

sem pálpebras, olho

somente o som
de um vôo
e a espera
- o verão


.