7.28.2006

do farol velho

,


torre tombada
escamada de

cracas e verde
de anêmona

vejo a preamar
lhe esconder, baixa-

mar lhe revelar
sol a pino a me

desnortear num
imenso baixio

de areia onde jaz
cíclope cego


,


(nota desnecessária: "Poema sujo" do Gullar me tirou isso da própria memória, que me saiu com sabor a Alberto Martins de "Cais")