7.24.2006

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o jardim soa
a água

(coberto de
chuva)

que vê teu
rosto emoldurado de
janela e o toca
com os dedos deslizando
carícias de gotas no
vidro
um céu de
chumbo abriga teu perfil
não estás ao alcance
dos meus dedos, se te toco
estás doutro lado
do vidro embaciado,
soando com o jardim,
vertendo chuva, partindo
quando o chumbo do céu
derreter com o próximo sol



.

3 Comments:

Blogger Lia Noronha said...

Adorei sua visita ao meu Cotidiano..serás sempre bem vindo!
O Universo poético que abrigas aqui..é bem fecundo!
Abarçso e boa noite de segunda-feira.

25 7月, 2006 00:20  
Anonymous 匿名 said...

sempre o mar e o amor.

Agora a chuva e o amor.

chuva, mar, amor - todos elementos naturais de ternura e verdade na sua vida. que paz e clareza nos dá!

25 7月, 2006 00:29  
Anonymous 匿名 said...

Seu poema é palavra,imagem e som. O leitor visualiza a cena mesmo que não tenha essa intenção. Cinematográfico. A gente ouve a chuva que cai e desliza no vidro, a gente sente o afago impossível, a frustração do apaixonado, tudo numa linguagem suavemente cadenciada e finamente lírica.

Beleza, uma beleza!

25 7月, 2006 11:25  

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