7.14.2006


,

olha-me e olho
penso o quanto menos me
é nítida a
paisagem se não há um
ecoar do teu
nome em algum lugar
reverberando
folhas de uma árvore
como um cicio
que cintila um inseto
e o chão que não viu
teus passos são olhos de
estátua com a
aridez de um mar todo
vento e espera

e cai-me uma ave
no lençol azul
de asas negríssimas -
são teus cabelos
que negros roubam um sol.
Num afago eu
acho um sol e esse sol o
devolvo à paisagem,
mudo com meu segredo

(meu amor não sabe
dizer, não sabe contar)


4 Comments:

Anonymous 匿名 said...

Que belo! voce canta um amor delicado e profundo, calmo como um lago, eterno como um céu. Como ela deve ser feliz! Eu invejo esse amor que beija a boca de um poeta como voce. Estou adorando isto aqui! te lendo...

Lilia C.

14 7月, 2006 18:09  
Blogger douglas D. said...

amor sem peso - mais leve que o ar!

14 7月, 2006 20:13  
Blogger João Silveira said...

MUITO obrigado pela visita e quero dizer-te o quanto gostei do que li neste teu canto claro.

um abraço daqui, do Verão a arder.

15 7月, 2006 00:18  
Blogger Silvia Chueire said...

O poema com a sua marca. Lindo e suave. Gosto dele. Muito.

Abraço,

Silvia

17 7月, 2006 13:17  

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