,
olha-me e olho
penso o quanto menos me
é nítida a
paisagem se não há um
ecoar do teu
nome em algum lugar
reverberando
folhas de uma árvore
como um cicio
que cintila um inseto
e o chão que não viu
teus passos são olhos de
estátua com a
aridez de um mar todo
vento e espera
e cai-me uma ave
no lençol azul
de asas negríssimas -
são teus cabelos
que negros roubam um sol.
Num afago eu
acho um sol e esse sol o
devolvo à paisagem,
mudo com meu segredo
(meu amor não sabe
dizer, não sabe contar)


4 Comments:
Que belo! voce canta um amor delicado e profundo, calmo como um lago, eterno como um céu. Como ela deve ser feliz! Eu invejo esse amor que beija a boca de um poeta como voce. Estou adorando isto aqui! te lendo...
Lilia C.
amor sem peso - mais leve que o ar!
MUITO obrigado pela visita e quero dizer-te o quanto gostei do que li neste teu canto claro.
um abraço daqui, do Verão a arder.
O poema com a sua marca. Lindo e suave. Gosto dele. Muito.
Abraço,
Silvia
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