memória
,
não lembras em ti
(na pele, talvez)
ao fogo visto
primeiro por um
ancestral nosso
(o mesmo, mesmo)
o vento, este o
vento, arranhando
a pele infantil
de um maior nosso
(o mesmo, um dia)
do carvão que fez
um animal na
pedra e a mancha
na mão (a mesma,
que nos deu linhas
na mão iguais) da
pedra com que se
cortou (a pele)
este mesmo um
maior?
- agora
nós dois somos já
tão diferentes,
dizem -
.
não lembras em ti
(na pele, talvez)
ao fogo visto
primeiro por um
ancestral nosso
(o mesmo, mesmo)
o vento, este o
vento, arranhando
a pele infantil
de um maior nosso
(o mesmo, um dia)
do carvão que fez
um animal na
pedra e a mancha
na mão (a mesma,
que nos deu linhas
na mão iguais) da
pedra com que se
cortou (a pele)
este mesmo um
maior?
- agora
nós dois somos já
tão diferentes,
dizem -
mas como a um
vinco no rosto,
trazemos a mesma
memória: a mancha
o carvão o vento o fogo a pedra
- um tudo que já
não lembramos em nós
.


6 Comments:
Eiichi!
Você também estava lá? Eu não poderia reconhecer você mesmo, só vejo tuas letras. Mas que bom isso!
Beijo.
Parece brincadeira. Almoçamos no mesmo restaurante no sábado, separados por uma mesa apenas. Ficamos achando que era o K. mas hora do almoço, levantar pra perguntar se é... chato... Pensamos que fôssemos nos esbarrar novamente pelas ruas mas não aconteceu.
na mesa 19, o mediador não era o Laurentino. Mas não fez nenhuma diferença.
Abraço!
leio com lembranças arranhando-me o que ficou...
Quer dizer...da próxima vez devemos mesmo avisar que vamos, ou cruzaremos uns com os outros na mais santa ignorância de que estão lá.
Belo poema, este, das mudanças,da memória e outras considerações. Gosto.
Beijos,
Silvia
Vim visitar seus poemas.
Bela lembrança.
Abraços;
Ponce.
, os mesmos diferentes, agora com mais lembranças...
|abraços meus|
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