partir de uma praça
,
a revoada de passos
deixa a praça e é apenas agora
pistas de poeira levantada e
lassidão e luz
não há sombras para se ver
- recolhemos todos seus vestígios para se fazer
a memória
lassa como dois passos que ficaram para trás
e fazemos nosso lastro disso
resta a nós
um tiro e um susto é um vento
que comove as
folhas e as farfalha
e se refazem as sombras
que se movem em novos passos
o que esperar? que um novo vento
num susto e farfalhar verde
se faça ai em gentes, como a frutos?
nos viramos para ir
um novo vento e
farfalhar verde
- essa gente ai nos irá esperar
até que voltemos à praça
, esta estampada de
lassidão e luz
na memória
.
(14 de agosto - praça matriz de paraty, ultimo dia, ultimo momento para irmos dali, voltarmos dali um ano...)


1 Comments:
Hmmm... Ficou bem diferente no final das contas. Mas gostei muito.
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