7.29.2006

.



como ao cão velho
, espera e onda,

arfando lá há
ela, esposa

do pescador a
fabricar vento

na espera, fez-lhe
calos a espera

(pra
que esteja posta
a mesa quando
chegar)

são cracas

nas mãos no casco
do barco são as

escamas da espera
, arfa ela e o mar,



.



(nota desnecessária: Chopin, Balada nr.4, op.52 - Claudio Arrau)

1 Comments:

Blogger Silvia Chueire said...

A espera aninha-se em certas mãos, em certos corpos. Passa a fazer parte deles e de seu percurso, humana adquire voz e canta baladas em tom suave.

Abraço,

Silvia

PS: minha concisão esporádica não é de hoje, Eiichi. : )

30 7月, 2006 22:51  

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