6.27.2006

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é comum que se
morra alguma vez. A mim
ocorreu-me num
taxi que fugia dum por-
do-sol. No check-in
fiz o obituário de
mim, cremado a
11.000 pés, as cinzas
espalhadas no
Pacífico, deixando
um rastro fino
e tortuoso n´água
que um pesqueiro de
atum (hakudo maru)
dispersou - este
um que se foi, não soube
o afagar de um
rosto que dorme ao lado
antes do nascer do sol

.


hakudo maru - deidade da mitologia japonesa que benevolente, desceu dos céus pra ensinar aos homens a navegar. Proteje os viajantes. O sufixo "maru" 丸 (circular) é obrigatório no nome de toda embarcação do Japão. 白土丸 é um nome comum para barcos.

3 Comments:

Blogger douglas D. said...

as imagens que tu pintas a mim causam estranheza e pertencimento; uma familiaridade improvável, mesmo que as saiba nas minhas raízes.algumas vezes sinto que és um dos moleques da minha infância, só para, em seguida, descrer. o que fica? proximidade e admiração.

28 6月, 2006 04:37  
Blogger Felipe K. said...

Cantei Cole Porter o dia inteiro, estranha coincidência: "Every time we say good-bye / I die a little..."

28 6月, 2006 22:53  
Blogger Silvia Chueire said...

Mas que fantástica maneira de dizê-lo !

30 6月, 2006 19:22  

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