Narita, ida e volta
,
buscou-me um taxi
preto, bancos forrados
de rendado da
China. Chovia. Vista
de contornos em
cinza de campos
secos e fantasmas de
árvores - névoa
molhava meus olhos e
tinha a janela
fechada. Depois, sempre
tive a janela
aberta
(as folhas que
esmagava com
os pés no chão, surgiram
coladas aos galhos)
esqueci das janelas
levou-me um taxi
preto, bancos de luto
branco (rendado
barato da China). O
sol caía, deitando
árvores sobre
os campos semeados.
Pedi pra fechar
a janela - meu rosto
molhado da chuva em mim
,



2 Comments:
Gostei do clima desse poema, gostei mesmo. Então você conhece Ouro Preto? Também. E Mariana, menorzinha, mais calma, uma visão linda das montanhas. E também os chocolates... Abraço
Gostei muito do táxi chuvoso que aparta e não chega nunca. Lembrei-me agora de um conto que li certa vez, cujo autor não lembro o nome. Mas falava da trajetória de um homem, idos de 80, sob a chuva, uma garrafa de conhaque sob o casaco e uma chance de salvação. Só não concordo quando dizes que tuas imagens são menores; como pode ser, se és o melhor poeta da atualidade (acho mesmo, juro!).
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