Belém, infancia
1
N´aguada verde
do muro do sobrado
vê-se o inverno -
lembro do calor e do
cheiro podre da manga.
2
Vejo um cintilar
e uma sombra de gradil
n´agua cor-de-cha
do porto - sol que queima
pele e o peixe prata.
3
Duas da tarde:
silencio de mormaço
e azulejos frios.
Do quintal de casa, um
susto - corre o calango.
4
"- Fecha a janela!" -
Nos acorda da sesta,
palmas no portão.
Mendigo e chuva das três
lembram do pão por assar.
N´aguada verde
do muro do sobrado
vê-se o inverno -
lembro do calor e do
cheiro podre da manga.
2
Vejo um cintilar
e uma sombra de gradil
n´agua cor-de-cha
do porto - sol que queima
pele e o peixe prata.
3
Duas da tarde:
silencio de mormaço
e azulejos frios.
Do quintal de casa, um
susto - corre o calango.
4
"- Fecha a janela!" -
Nos acorda da sesta,
palmas no portão.
Mendigo e chuva das três
lembram do pão por assar.


1 Comments:
Lindos, lindos!
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